Gabriel Torres
16/05/2004, 22:19 H
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Título: Os 50 Melhores Artigos
Autor: Stephen Kanitz
Número de Páginas: 224
Link para Comprar: http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=220536&ST=SE&franq=357
Resenha:
Kanitz é colunista da revista Veja e seus artigos são extremamente críticos, mas sem serem arrogantes ou agressivos. Este livro é uma coletânea de seus 50 melhores artigos e a maioria de seus artigos são de interesse de quem está buscando melhorar sua educação financeira.
Por exemplo, Kanitz explica que o anti-americanismo brasileiro, tão arraigado em nossa cultura, só nos atrapalha, pois enquanto empresários de outros países conseguem tomar dinheiro emprestado a juros de 3% a.a. no mercado internacional, o empresário brasileiro só consegue 18% a.a., por conta do medo que o mercado internacional tem que o Brasil simplesmente decrete uma moratória, um calote generalizado. Atividades do tipo "Fora FMI" só agravam essa situação, aumentando o temor do banqueiro estrangeiro. É por isso que tem muita gente que não entende como a Rússia, que é um país com fundamentos econômicos piores que os do Brasil, consegue captar dinheiro no exterior a juros mais baixos do que o Brasil.
Outra coisa a se pensar colocada por Kanitz é a constatação que o Brasil não é um país capitalista, mas sim um país "trabalhista". Isto é, em vez de aproveitar e criar a oportunidade de pegar dinheiro a juros baixos no exterior, o governo brasileiro estimula que a gente crie o próprio dinheiro aqui, usando o nosso trabalho. Kanitz traça um paralelo mostrando a diferença entre a Inglaterra e os EUA e como os EUA tornaram-se a super-potência econômica do mundo: tomando dinheiro emprestado a 3% a.a. da Inglaterra e produzindo valor em seu país, o suficiente para pagar os juros e sobrar muito (ou emprestar a 18% a.a. para paises "de risco", como o Brasil e embolsar a diferença...)
Por fim, uma tese defendida pelo autor é que o empresário brasileiro, de uma forma geral, se preocupa demais em fabricar produtos "topo de linha", para uma população que não tem condições financeiras de comprá-los. No ponto de vista do autor, o Brasil seria uma potência se focasse em produtos baratos a serem vendidos não só para a população brasileira, mas para a Índia e a China. Aliás, o autor destaca um grande problema no Brasil, que é a economia de escala. Como poucos podem comprar os produtos "topo de linha" fabricados no Brasil, o preço é caro, pois a quantidade produzida não é muito alta, comparada à indústria de outros países.
Este é um livro formador de opinião, um livro para pararmos para pensar sobre várias coisas que normalmente não pensamos e assumimos como "certas".
Conclusão Final: Recomendado
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