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Vizualizar Versão Completa : O Milionário Mora ao Lado - Thomas Stanley e William Danko

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Gabriel Torres
15/01/2003, 21:39 H
http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/81785.jpg (http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=81785&franq=357)

Título: O Milionário Mora ao Lado
Título Original: The Millionaire Next Door (http://www.amazon.com/dp/0671015206?tag=terremoto-20&creative=374929&camp=211189&link_code=as2&creativeASIN=0671015206)
Autor: Thomas Stanley e William Danko
Número de Páginas: 309 (português), 272 (inglês)
Link para Comprar (em português): http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=81785&franq=357
Link para Comprar (em inglês): http://www.amazon.com/dp/0671015206?tag=terremoto-20&creative=374929&camp=211189&link_code=as2&creativeASIN=0671015206
Resenha:

Qual é a imagem que você tem de um milionário? Um cara cheio da nota, dirigindo um carrão, comendo nos lugares mais caros, comprando as roupas mais caras, certo? Mas você está totalmente errado! Thomas Stanley e William Danko passaram mais de 25 anos estudando o comportamento dos milionários dos EUA. Um estudo realmente sério, contendo entrevistas e análises minusciosas. O resultado: o milionário americano típico não tem carrão, não mora numa casa luxuosa, não almoça em restaurantes caros e tampouco compra roupas de grife famosas e caras. O estudo mostra que os verdadeiros milionários são pessoas que passam despercebido no meio da multidão, e daí o título "O Milionário Mora ao Lado".

Mas o que dizer dos esbanjadores, dos ricaços que têm carrões, almoçam todo dia em restaurante francês e só compram roupas de grife? Segundo os autores, esses indivíduos não são milionários, mas sim profissionais com uma alta receita e, ao mesmo tempo, um alto padrão de gastos. Os autores classificam essas pessoas como SAR - Sub Acumulador de Riqueza. Já os verdadeiros milionários - classificados pelos autores como PAR, Prodigioso Acumulador de Riqueza - levam um estilo de vida que permitem que eles juntem dinheiro (e não gastem tudo, ao contrário do SAR).

Assim, é muito comum um milionário inclusive ter um salário menor que um SAR esbanjador, como um bem sucedido médico ou advogado, por exemplo. Se esse SAR perder o emprego ou não puder mais exercer sua profissão, ele perde tudo de um dia para o outro, ao passo que um verdadeiro milionário não precisa mais trabalhar pelo resto da vida (muito embora as estatística mostram que os milionários continuam trabalhando ativamente mesmo não precisando).

O livro apresenta ainda um cálculo muito simples para saber se você é um PAR ou um SAR, usando a sua idade e o nível de riqueza esperado. Este livro (título original: The Millionaire Next Door) é freqüentemente citado nos livros do nosso ídolo Robert Kiyosaki e lendo ele fica muito claro que este livro foi uma das principais fontes de inspiração para Kiyosaki escrever Pai Rico, Pai Pobre. Se você é fã do Pai Rico, Pai Pobre, você irá adorar O Milionário Mora ao Lado. Se você não leu a obra prima de Kiyosaki, ficará difícil entender algumas coisas em O Milionário Mora ao Lado, por causa da tradução. Mas basta ler as resenhas que escrevemos sobre os demais livros de Kiyosaki para entender os erros de tradução (ou melhor, a falta de adaptação do texto) que este livro possui. São os mesmos.

Conclusão Final: Recomendado

Link para Comprar: http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=81785&franq=357
Link para Comprar (em inglês): http://www.amazon.com/dp/0671015206?tag=terremoto-20&creative=374929&camp=211189&link_code=as2&creativeASIN=0671015206

Manuelle
03/05/2010, 01:28 H
Oi, pessoal!

Lembrei logo do livro, a minha cópia do "Milionário mora ao lado" chegou ontem e passei os olhos nela, na parte das diferenças na compra de um carro para um SAR e um PAR, mas não vou estragar a surpresa. Só contarei dois casos:

1- Uma colega minha de segundo grau, uma vez, há uns dois anos, tinha dois celulares com câmera que valiam na época 700 reais cada, sendo que ela trabalhava numa função em que o salário não devia passar de 600 reais.

2- Tenho uma bicicleta que, nova, custa uns 400 reais, mas que já tem 14 anos de uso. Quero que ela dure muito ainda, é um modelo bom, está ótima.
Uma das pessoas que trabalha no meu prédio, rapaz novo, mostrou uma vez a bike dele, linda, novinha e pensei que devia valer um pouco menos que o salário dele... ou, na melhor das hipóteses, metade.
Hoje, disse, todo feliz, que trocou essa por uma dobrável.
- Por quê?
- Por que é diferente. Sempre mudo de bicicleta. Já é a quarta em um ano.
Mas que vontade de sacudí-lo!

E de me sacudir: o que estou fazendo no automático que preciso mudar para conseguir minha independência financeira?

Penso que nas pequenas coisas, nos hábitos, a maneira como vemos o mundo e o dinheiro se manifesta.

Exemplos assim me mostram como o prazer do curto prazo pode ser devastador a longo prazo e como buscar educação financeira e autoconhecimento é fundamental.

Ter o terremoto! para trocar sobre tudo isso é muito especial!

Abraços!

Manuelle

Balb0a
03/05/2010, 23:25 H
excelente tópico

silvanojesus
04/05/2010, 13:42 H
Muito interessante seu comentário Manuelle.

A última coisa compulsória que fiz antes de me mover pela independência financeira foi comprar um celular de 800 reais na época, mesmo assim foi planejado e com um objetivo bem peculiar, ser a ultima "luxuosidade" que faria pois sabia o que queria a partir daquele momento.

Resultado, fui roubado e peguei um novo celular porém bem simples e baratinho (de graça pra ser mais exato).

E por que disso?
Acredito que quando pensamos em independência financeira pensamos menos com o olhar consumista e vemos a diferença do que é importante e o que é supérfluo em nossas vidas. Essa postura é muito importante para uma mente "independente".

Abçs.

Gabriel Torres
02/06/2010, 19:38 H
Manu, excelente seus comentários, a idéia é justamente essa.

Meu celular é um de cartão e gasto US$ 100/ano nele. Sem brincadeira. Aí falo para os meus conhecidos por aqui e eles não acreditam que gasto menos de US$ 10/mês com celular. Eu não preciso de iPhone, nem quero ter. Engraçado esse negócio de celular, em geral quem tem o último modelo cheio de recursos é justamente o camarada que não tem dinheiro para tê-lo, ou melhor, a última pessoa do mundo que você esperaria que tivesse um modelo deles... Dá-lhe Milionário Mora ao Lado!

Beijos,
Gabriel.

Jpires83
02/01/2012, 13:26 H
Pessoal, eu estava fazendo o calculo de quanto deveria ser o meu patrimônio, de acordo com o autor do livro, agora a pouco e fiquei com uma pulga atrás da orelha.
Eu tenho 28 anos, me formei a pouco tempo e minha renda só foi subir consideravelmente depois disso, já que eu tive que pagar a minha faculdade, aluguel pq moro longe de minha família e outras despesas.
Comprei um ap e ainda devo uns 60% dele. Apesar dele ter valorizado uns 20% desde que eu o comprei.
Exemplo: Comprei por 100 mil, paguei 40 mil e ele vale uns 120 mil atualmente.

Sou bem controlado com minhas contas e invisto pesadamente em educação.

Solteiro sem filhos e com despesas relativamente baixas.

Estou ajudando a minha irmã com uma alavancagem na empresa dela, emprestei uma boa grana (parte do dinheiro que eu pagaria o meu AP) a qual ela deve me pagar em uns 4 anos. Esse valor é praticamente um investimento, já que ela deve me pagar a juros de 1% a.m.(sou irmão, mas meu amor tem limite.....rssrsrr, é taxa bem menor do que ela conseguiria em um banco), só que fiquei sem caixa e por isso não conto com esse valor.

No final das contas o meu patrimônio parece bem menor do que aquele que deveria ser, pelo menos de acordo com o livro.

Estou errado?

Gabriel Torres
02/01/2012, 17:43 H
Você está correto. Mas acho que não deveria se preocupar tanto com isso, pois a fórmula dada é para os EUA, onde a realidade é completamente diferente. Serve como um guia, mas não o tome ao pé da letra.

Jpires83
03/01/2012, 08:46 H
Ainda bem, pq pelas minhas contas o meu patrimônio ficou numa relação do tipo:

Possuo 100 e devo uns 80 quando deveria ter uns 150.

Só que minhas dívidas são de longo prazo (imóveis) e a prestação é menos de 30% de minha renda mensal.