The One Percent

Este documentário mostra a diferença cada vez maior entre os mais ricos e mais pobres. Normalmente este tipo de documentário é feito por cineastras esquerdistas em geral querendo colocar a culpa de todas as mazelas do mundo nos ricos. Este documentário, porém, é surpreendente, pois foi feito pelo filho do herdeiro da Johnson & Johnson, e o próprio cineastra explica que o pai dele é bilionário. E, graças a esta conexão, ele conseguiu acesso a pessoas que outras pessoas talvez não conseguissem.

Achei muito interessante a explicação de como o governo americano ajuda “amigos do governo”, com o exemplo da usina de açúcar da Flórida, onde os EUA só podem comprar açúcar produzido nos EUA em um valor fixo de 32 centavos por libra, independentemente da cotação internacional, quando o preço internacional é de 7 centavos. Depois americano enche a boca para falar que eles vivem em uma sociedade livre, que eles defendem o livre mercado, etc.

A propósito. Achei o Milton Friedman um extremo de um babaca em sua entrevista. Este economista, que é endeusado pela direita norte-americana e que prega que o governo não devia cobrar impostos dos ricos porque os ricos têm que ficar mais ricos para poderem compartilhar a riqueza deles com os pobres (chamado de “trickle-down economics”, o que todos nós sabemos que nunca acontece), simplesmente não deixou o cineastra entrevistá-lo de maneira coerente. Repare como o Friedman interrompe o cara no meio e não deixa ele nem terminar de fazer a pergunta, e ele já responde de sopetão fechando a possibilidade de qualquer argumentação com as ideias dele.